

Somos um grupo que busca promover mudanças sociais através do compartilhamento de conhecimento e da aplicação da ciência.
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IAFLOR
O INSTITUTO ALGODÃO NA FLOR ou simplesmente IAFLOR, tem seu registro desde o dia 05 de setembro de 2002, embora sua fundação tenha ocorrido em 2001 como “Associação dos Pequenos Negócios do Conjunto Ceará (APENCCE), com um quadro inicial de 25 associados (as) empreendedores (as) informais que se reuniram no intuito de ter um local fixo para venda, unindo e auxiliando os pequenos empresários e artesãos/as da comunidade do conjunto Ceará, área metropolitana de Fortaleza. Nesse formato, já trazia como diferencial a luta por uma “outra economia” por mais de 14 anos através das suas lideranças.
Apesar de uma organização sem fins lucrativos que vinha dando certo, viu-se na necessidade de repensar seu formato organizativo tendo em vista que o número de associados (as) vinha diminuindo relativamente a cada ano.
Foi no ano de 2013 que através da sua inserção nos processos de incubação da Incubadora Tecnológica de Economia Solidária (INTESOL) da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB) onde discutiu-se a possibilidade de reestruturação do grupo. Dessa ação, a INTESOL faz um diagnóstico para detectar as causas do afastamento dos (as) associados (as) evidenciando não como um ponto negativo, mas a conquista da autonomia organizacional e financeira pela maioria, ou seja, A APENCCE estava deixando de existir porque a maioria dos (as) associados (as) estavam exercendo sua autonomia econômica de forma sustentável.
O processo de incubação culminou em várias reuniões, entrevistas, debates para se chegar a um consenso sobre os rumos da APENCCE já que não se conseguia juntar os associados e a participação se resumia a um número de 03 sócias. Assim, no ano de 2018, foi realizada uma Assembleia extraordinária com a participação de 07 associadas, mediada pela INTESOL, onde se consolidou o Instituto Algodão na Flor (IAFLOR), registrando seu estatuto no dia 11 de janeiro do ano de 2019.
Além de uma nova nomenclatura que traz, inclusive o nome de um dos projetos que vem sendo fomentado desde 2012 – “A Grife Algodão na Flor”, uma tecnologia social que vem fomentando o Fundo de Participação Solidária, especialmente, o Fundo Rotativo para sustentabilidade dos (as) empreendedores (as), também altera seus objetivos, mas com a prevalência de ser uma instituição que contribui com a linha do TRABALHO. Atualmente, o Instituto Algodão na Flor (IAFLOR), é legalmente registrada como associação sem fins lucrativos e econômicos, de caráter privado, devidamente inscrita no CNPJ Nº 05.304.529/0001-12, localizado na Rua Santos Dumont, S/N, Centro, município e comarca de Redenção, Estado do Ceará, CEP: 62790-000 e, sua duração é por tempo indeterminado.
Seu objetivo principal está pautado na promoção do desenvolvimento local relacionando o ambiente e as pessoas que nele vivem integralmente, principalmente agricultores e agricultoras familiares e jovens em situação laboral, mediante assessoramento, defesa e garantia de direitos, programas e projetos de ação social e produtiva e de formação nas áreas de: agricultura familiar, economia solidária, educação e formação, profissionalização, segurança alimentar e nutricional, inclusão produtiva, social, familiar, política e cultural, visando a elevação da qualidade de vida das famílias, no trabalho, no ambiente onde vivem e na sociedade.
Se assenta na Educação Popular como a base para o desenvolvimento da capacidade de pensamento crítico de grupos – capacidade de pensar, e de pensar-se representando um esforço de fortalecimento da participação ativa enquanto processo de cidadania plena. Aposta, portanto, na valorização das representações simbólicas e o saber empírico, utilizando a práxis transformadora, que possibilita aos representantes e/ou envolvidos nos grupos organizados, instituições e entidades comunitárias a reflexão crítica e sistemática sobre a realidade e leva homens e mulheres a comportarem-se como sujeitos ativos de seu próprio desenvolvimento.
A Sustentabilidade traduz a ideia de que o processo de envolvimento se inicia no próprio indivíduo, que descobre e desenvolve suas potencialidades, se organiza e mobiliza-se no âmbito local sem perder de vista o contexto global. Organizado, articula-se com o Estado nos diferentes níveis de governo, atuando de forma a garantir que as iniciativas populares se efetivem enquanto políticas públicas capazes de atender os imperativos sociais.
A Economia Solidária e criativa norteia nossa prática quando do apoio e orientação em ações e projetos produtivos onde a geração de trabalho e renda é compreendida não como fim em si mesma, mas como meio de propiciar o desenvolvimento socioeconômico dos atores. A solidariedade, autogestão, cooperação e formação de redes solidárias que são incorporadas no processo buscando estabelecer uma relação sustentável entre a tríade produção, consumo e comercialização, consolidando o círculo virtuoso do desenvolvimento.
Para o IAFLOR, a Valorização da Subjetividade possibilita compreender o desenvolvimento humano como processo que deve considerar as diferenças étnicas, religiosas, de gênero e geração. Diferenças essas que antes de serem transformadas em desigualdades sociais, são trabalhadas na perspectiva da complementaridade para construção de uma sociedade verdadeiramente criativa, justa e solidária.











